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Usina em Mafra utiliza tecnologia para transformar lixo em energia limpa

Projeto no município é um dos primeiros do país a reduzir o número de aterros sanitários e gerar impactos positivos no meio ambiente e saúde pública.

14 de março de 2024 · 15:34 · Atualizada em 14 de março de 2024 · 15:37 · 2 min de leitura

Foto: Divulgação

O lixo é um problema global. A produção de resíduos sólidos aumenta constantemente, causando impactos significativos no meio ambiente e na saúde pública. No entanto, a colaboração entre universidades, indústrias e governos é um meio para desenvolver soluções que possam reduzir os efeitos prejudiciais decorrentes do excesso e da má gestão do lixo.

Em Mafra, um projeto inovador é um dos primeiros do país a transformar lixo em energia limpa. A chamada usina de geração de energia a partir de resíduos sólidos urbanos (RSU) foi construída ao lado do aterro sanitário do Município, operando atualmente com 25 funcionários, iniciativa da Eletrogyx, grupo formado pela Versa Engenharia e H2On.

A usina funciona da seguinte forma: os resíduos coletados na região são direcionados para a usina, onde passam por um processo de triagem e preparação. Em seguida, são introduzidos no gaseificador, onde o lixo é transformado em gás sintético. Esse gás, depois de combusto a 1200 Cº, vai para uma caldeira e um conjunto turbogerador, onde a energia limpa é gerada e, após a transformação, é injetada diretamente na rede elétrica local.

"Com esta planta em Mafra, nossa expectativa é produzir 2,7 MWh hora com o processamento de 120 toneladas de resíduos sólidos urbanos por dia, o que será capaz de abastecer o equivalente ao consumo de 10 mil residências por mês", destaca Vanderlei Santos (Diretor Executivo da Eletrogyx).

Este tipo de usina traz outros benefícios além de gerar energia. A queima de uma tonelada de resíduos se transforma em apenas 100 quilos de cinzas. Outro ponto é a capacidade de armazenamento de lixo em um aterro. No caso de Mafra, a vida útil do espaço é de aproximadamente dez anos, mas com esse método, poderá ser usado por mais 20 anos. Além disso, a transformação de lixo em energia, evita que uma nova área de aterro seja criada, pois a usina recebe os materiais que antes iriam para um aterro. A tecnologia usada no gaseificador, foi desenvolvida pela Energia Limpa do Brasil e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), ligado ao Governo Federal.

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Início das operações e novas plantas Hoje a estrutura de Mafra está em fase de operação, gerando energia elétrica através dos resíduos processados. Mas a empresa já estuda a implantação de outras 5 usinas de reaproveitamento energético de resíduos em áreas localizadas em Santa Catarina e no Paraná.

A concepção do projeto de gaseificação, na qual a usina está baseada, começou em 2012 pela Versa Engenharia. Mas os investimentos e soluções para tratamento de resíduos entregues ao mercado iniciaram ainda na década de 90. Já são mais de trinta anos de trajetória, atuando em 140 municípios das regiões Sul, Nordeste e Centro-Oeste do Brasil.

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