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Voluntária cobra funcionamento de abrigo municipal e programa de castrações em Mafra

“O abrigo foi inaugurado apenas nas redes sociais”, afirmou, em vídeo, Patricia Krzesinski. A Prefeitura não se manifestou até a publicação da reportagem.

19 de maio de 2026 · 16:06 · 2 min de leitura · Mafra

Foto: Reprodução

 

A voluntária da causa animal Patricia Krzesinski, integrante do grupo Patinhas e Mãos Unidas, publicou um vídeo nas redes sociais cobrando respostas da Prefeitura de Mafra sobre a situação da causa animal no município.

 

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Na gravação, Patricia afirma que existe um “abandono total da causa animal pela Prefeitura de Mafra” e cita problemas envolvendo o abrigo municipal, o programa de castrações e o cancelamento de um convênio veterinário utilizado no atendimento de animais de rua.

 

“Hoje eu quero falar um assunto muito sério que está acontecendo aqui na cidade de Mafra. O abrigo municipal veio meio milhão de reais para isso e hoje está parado”, destacou no início da fala.

 

 

Patricia ainda criticou a situação estrutural do espaço e afirmou que o abrigo foi apresentado à população sem estar pronto para funcionamento.

 

“Ele foi inaugurado apenas nas redes sociais. Não está com a estrutura pronta, não tem edital para nenhuma empresa se inscrever e muito menos recolhimentos”, afirmou.

 

Durante o vídeo, a voluntária também cobra esclarecimentos sobre a estrutura do local.

 

“Temos alguma posição se vocês vão lançar esse edital? Se a estrutura lá já tem água, já tem luz, está tudo certo ou foi só para dizer que vocês estavam fazendo algo pela causa animal?”, questionou.

 

Outro ponto levantado envolve o programa estadual PET Levado a Sério. Conforme Patricia, municípios vizinhos já estão realizando castrações, enquanto Mafra ainda não iniciou os atendimentos.

 

“Todos os municípios ao nosso redor já estão com PET Levado a Sério, documentação entregue e castrações já sendo feitas”, disse. “Vai ter mesmo essas castrações ou em 2026 vai ser mais uma vez enrolado com isso?”

 

A voluntária também criticou o encerramento de um convênio veterinário que auxiliava no atendimento de animais resgatados. “A prefeitura cancelou o convênio que tinha com a clínica, que era a única forma que eles estavam ajudando”, afirmou.

 

Segundo Patricia, protetoras independentes e ONGs seguem assumindo custos elevados para manter resgates e atendimentos. “As protetoras e as ONGs passam todo mês por dívidas altas. Muitas vezes tiramos do nosso bolso dinheiro para conseguir arcar com algo que é obrigação da Prefeitura”, declarou.

 

“Quem ama os animais não pode mais se calar”, concluiu a voluntária.

 

A Prefeitura de Mafra foi procurada pela reportagem do Riomafra Mix, mas não se manifestou até a publicação desta matéria.

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