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sábado, 26 de setembro de 2026
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“Caso ela diga não”: trend nas redes sociais acende debate sobre violência contra mulheres

Vídeos que simulam agressões contra mulheres após um “não” viralizaram nas redes justamente no mês dedicado às mulheres.

11 de março de 2026 · 15:27 · Atualizada em 11 de março de 2026 · 16:49 · 2 min de leitura

Imagem: Reprodução/DALL-E

Março é o mês dedicado às mulheres. Um período que deveria servir para celebrar conquistas, avanços e a luta histórica por respeito e igualdade.

Mas, lamentavelmente, é justamente neste momento que uma “trend” violenta ganha repercussão nas redes sociais.

Trend é o termo usado para definir conteúdos ou desafios que viralizam na internet e passam a ser repetidos por milhares de usuários. E a que circula agora chama atenção pelo motivo errado.

Nos últimos dias, vídeos que circulam no TikTok mostram homens simulando agressões contra mulheres em um suposto “treinamento” para o caso de uma rejeição amorosa.

A trend, chamada “Treinando caso ela diga não”, mostra encenações de socos, golpes com facas e outras reações violentas diante da possibilidade de ouvir um simples “não”.

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Pode parecer apenas uma brincadeira para alguns. Mas não é.

Quando conteúdos assim viralizam, ajudam a normalizar uma ideia perigosa: a de que a rejeição feminina pode ser respondida com violência. E essa não é uma discussão abstrata.

Ela acontece em um país que ainda convive com números alarmantes de violência contra a mulher.

Segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública, cerca de 1.470 mulheres foram vítimas de feminicídio no Brasil em 2025. Na prática, isso significa que, em média, quatro mulheres são assassinadas por dia apenas por serem mulheres.

Diante desse cenário, qualquer conteúdo que banalize ou incentive a violência precisa ser tratado com seriedade.

Não por acaso, autoridades passaram a investigar a circulação dos vídeos, enquanto o governo cobra explicações das plataformas digitais sobre como esse tipo de conteúdo consegue ganhar alcance nas redes.

A internet pode ser um espaço poderoso para informação, mobilização e mudança social.

Mas também pode amplificar comportamentos perigosos quando a violência é tratada como entretenimento.

Por isso, mais do que homenagens e mensagens simbólicas, o mês das mulheres precisa servir como um lembrete constante de algo simples.

Respeito não é opcional. É o mínimo.

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