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“Tapete verde” toma reservatório da Usina São Lourenço e acende alerta ambiental; entenda

Especialistas apontam risco de desequilíbrio ambiental e mortandade de peixes devido à proliferação de macrófitas.

12 de agosto de 2025 · 10:31 · Atualizada em 12 de agosto de 2025 · 11:34 · 3 min de leitura

Imagens de drone feitas no domingo (10). Fotos: Marlon Müldenberger

A presença excessiva de plantas aquáticas, conhecidas como macrófitas, no reservatório da Usina São Lourenço, entre Mafra e Canoinhas, acendeu um alerta ambiental na região.

Quem passa pela BR-280, em direção a Canoinhas, sobre a estrutura da usina, observa que o reservatório está praticamente coberto pela vegetação, dificultando até mesmo ver a superfície da água.

Segundo especialistas, a formação de um “tapete” verde sobre a água é um forte indício de eutrofização: processo que revela desequilíbrio ambiental e pode levar à mortandade de peixes.

De acordo com o biólogo Júlio César Costin, gestor de projetos e consultor da ONG “Voz do Rio”, o crescimento acelerado dessas plantas pode estar relacionado ao excesso de nutrientes na água, vindos de fertilizantes usados em plantações próximas, da criação de animais ou de outros despejos no Rio São Lourenço. “É preciso uma pesquisa em campo, para um diagnóstico preciso sobre a situação. É um possível diagnóstico, "ad hoc", estudos mais aprofundados são necessários”, explicou.

@riomaframixA presença excessiva de plantas aquáticas, conhecidas como macrófitas, no reservatório da Usina São Lourenço, entre Mafra e Canoinhas, acendeu um alerta ambiental na região. Segundo especialistas, a formação de um “tapete” verde sobre a água é um forte indício de eutrofização: processo que revela desequilíbrio ambiental e pode levar à mortandade de peixes. De acordo com o biólogo Júlio Cesar Costin, presidente da ONG “Voz do Rio”, o crescimento acelerado dessas plantas está relacionado ao excesso de nutrientes na água, vindos de fertilizantes usados em plantações próximas, da criação de animais ou de outros despejos no Rio São Lourenço. “No inverno, a recirculação da água, causada pela equalização da temperatura entre superfície e fundo, traz à tona nutrientes depositados, que funcionam como “adubo” para as macrófitas”, explicou. O problema, segundo o biólogo, começa quando essas plantas morrem e entram em decomposição, consumindo o oxigênio dissolvido na água e alterando seu pH. Além disso, a cobertura vegetal reduz a passagem da luz solar, prejudicando o desenvolvimento de microalgas que servem de alimento para os peixes. A combinação pode resultar em mau cheiro e até morte em massa de espécies aquáticas. ➡ Saiba mais no #RiomafraMix (link na bio). ????: ONG Voz do Rio/Divulgação #MeioAmbiente #UsinaSãoLourenço♬ original sound - Riomafra Mix

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O problema, segundo o biólogo, começa quando essas plantas morrem e entram em decomposição, consumindo o oxigênio dissolvido na água e alterando seu pH. Além disso, a cobertura vegetal reduz a passagem da luz solar, prejudicando o desenvolvimento de microalgas que servem de alimento para os peixes. A combinação pode resultar em mau cheiro e até morte em massa de espécies aquáticas.

Segundo Júlio, a ONG já alertou a Celesc, responsável pelo reservatório, e o Conselho de Meio Ambiente, sobre a gravidade da situação. “É um desequilíbrio gravíssimo. A mortandade de peixes é uma consequência”, afirmou, destacando a urgência de análises físico-químicas da água para um diagnóstico completo.

Foto e vídeo: ONG Voz do Rio/Divulgação

A bióloga e pós-doutora Priscila Tremarim, também reforçou o risco. “A formação deste tapete não é nada boa. Ela reduz a passagem da luz solar e, quando as plantas morrem, a decomposição consome muito oxigênio, podendo causar morte dos peixes e alterar o pH da água”, afirmou.

@riomaframixUtilizando um drone, o fotógrafo Marlon Müldenberger aproveitou o domingo ensolarado para registrar a situação da Usina São Lourenço, em Mafra. A presença excessiva de plantas aquáticas, conhecidas como macrófitas, no reservatório, acendeu um alerta ambiental na região e a necessidade de diagnósticos. Segundo especialistas, a formação de um “tapete” verde sobre a água é um forte indício de eutrofização: processo que revela desequilíbrio ambiental e pode levar à mortandade de peixes. De acordo com o biólogo Júlio César Costin, gestor de projetos e consultor da ONG “Voz do Rio”, é necessária uma pesquisa em campo, para um diagnóstico preciso sobre a situação. ➡ Saiba mais no #RiomafraMix (link na bio). ????: Marlon Müldenberger #MeioAmbiente #UsinaSãoLourenço♬ som original - Riomafra Mix
Outra preocupação é que o reservatório da Usina São Lourenço está conectado ao Rio Negro e, em caso de escassez hídrica, pode servir como ponto de captação de emergência.

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